Capa / Entrevista E Fotos Joaquín Cortés

Capa / Entrevista E Fotos Joaquín Cortés

Ultimamente anda o homem achantado, com os olhos fixos no chão e a cabeça parapetada entre dois ombros picudos que fazem de muralhas. Os fotógrafos lhe perseguem pelos cantos e não sabe como inventar para escapulir. Seu sucesso, neste verão, é Paixão Cigana, o espetáculo que enche as praças de touros, mas sua curiosidade, sua notícia preocupante, continua chamando Naomi Campbell. José Cortes, no entanto, não se fala de Naomi.

Não quer falar. O que foi dito pelo ativa e passiva. E assim tem proclamado com silêncios do brilho daqueles olhos que não se sabe se rir ou chorar. Resposta.-Não. Bem, sim. Me sinto compreendido pelo público e incompreendido pelas instituições e pelos meios de comunicação, que estão empenhados em criar uma falsa imagem de mim, falsa e detestável.

Arrasou lá onde eu vou, mas os papéis só sai da minha vida pessoal, e isso mete-te. Em relação às instituições, já estou cansado de lamentando-lo. Tenho uma empresa de alta qualidade que leva para todo o mundo da cultura espanhola e, no entanto, já vê, eu não me fazem nenhum caso.

Quase todas as companhias de dança têm apoio do Ministério da Cultura, ou das comunidades autônomas, mas a mim dão-me as costas, o que é injusto. P.-Não se dá bem com o poder? R.-Digámoslo ao contrário: o poder não se dá comigo. Ou se leva só para sair na foto. Para isso apontam todos os políticos conhecidos.

Que bonito é, Eu não entro em políticas de partidos, não entro nem entrarei em sua casa, jamais, porque eu sou ele. É verdade que algumas pessoas me moldou os teixos, mas eu me recuso a participar desse jogo. Se têm a me ajudar, pois o prazer. Se não, eu vou continuar sendo um incompreendido.

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P.-o Seu caso é curioso. Bom, não pronuncio o nome, para que não me mande a passeio antes de tempo. R.-As declarações de Antônio, o dançarino se entenderam errado. Eu nunca fui questionado de sua arte. Olhe, eu sou um trabalhador que não para de trabalhar e de procurar a vida. P.-O sucesso não se perdoa, José. Parece mentira que seja tão ingênuo.

R.-Comigo as instituições estão cometendo um crime. Mas se passam. A mim me afetam muito estas coisas, digo-o sinceramente. Agora estou sempre na defensiva. Levo pôr uma armadura do século XV para me proteger. P.-Tanto lhe importam as críticas? R.-Sim, sou muito vulnerável. O tipo de história que temos de nós é um macroespectáculo que inclui dança, mas que contém toda a infra-estrutura de um show de rock and roll. Isso já estabelece uma diferença no panorama da dança.

isto É, por um lado, estão a Companhia Nacional de Dança, o Ballet Nacional de Espanha, Antonio Canais dança flamenca, Victor Ullate Companhia da Comunidade de Madrid, etc. E, além disso, está Joaquín Cortés e sua empresa. Trata-Se de uma montagem totalmente diferente. P.-Por isso lhe comparam com Michael Jackson? R.-Pode. O meu é heavy.

Joana

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