A Tração De Boris, O Inglês Que Quer Quebrar Europa

A Tração De Boris, O Inglês Que Quer Quebrar Europa

Como Cameron, tem sangue azul em suas veias. Mas é contra Cameron como o prefeito de Londres, pretende dar a batalha. Quem é realmente o loiro Johnson que quer tirar seu país da UE? Como um “palhaço”, como dizem seus críticos? Ele se orgulha de ter inventado o termo euroescéptico. A porta negra é como a de Downing Street. Até agora presumían de tudo o que tinham em comum, incluindo a paixão compartilhada pelo tênis. Mas Boris Alexander de Pfeffel Johnson (nome completo) decidiu marcar as diferenças, e não precisamente por seu domínio do latim ou de seus ancestrais otomanos.

O prefeito de Londres, fez saber ao mundo inteiro que não só é mais loiro, mais forzudo e mais divertido do que o primeiro-ministro. Queríamos perguntar a Johnson o que vai acontecer com o meio milhão longo de imigrantes da UE que trabalham em Londres, se se verificarem os seus desejos e se consuma o Brexit. Mas a pergunta que nos fica na boca. O prefeito tem pressa e deixa os jornalistas com o frio matinal nos ossos.

Nós vemos deixar como em outras vezes no terno e na bicicleta, com esse nuca mais ou menos calculado, que é a marca da casa e o que o distingue do pelotão. Porque Boris sempre tem aquela rara capacidade de se distinguir a tempo e adiantar-se aos acontecimentos. Mas Boris, tão vulnerável a manobra, desmarcó com o seu apoio ao Brexit, e deixou na mão de seu próprio irmão, Jo, ministro das Universidades e Ciência.

Boris, já se sabe, nem sequer é fiel a si mesmo. Seus amigos estão confessou que a decisão final a tomou nas últimas horas. Embora pareça indicar que a vantagem competitiva definitiva jogou-se em sua própria casa de tijolo escuro, em um jantar que chegou a ser convidada a própria Liz Hurley (faltou a sua citação). A estrela da noite foi, no final, o ministro da Justiça, Michael Gove, que acabou convencendo a todos: “O que você está negociando Cameron é água de borrajas”.

Embora a verdade é que Johnson leva ganhando inimigos em sua passagem por Bruxelas, como correspondente do The Daily Telegraph. A jornalista Sonia Purnell, que trabalhou a suas ordens, viu como se forja a partir de dentro a lenda de Johnson e já soube, então, que chegaria muito longe. ] dá título à biografia do que há cinco anos que antecede a irresistível ascensão de Johnson, quando a gente se ria de suas “bufonadas” e não acabava de fazer-lhe exame sério.

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Purnell, que adverte, no entanto, de sua dupla face. Purnell admite que é muito fácil cair na borismanía e a adulação, como também o é detestarle e único objetivo: matar um “palhaço”. Qualquer um diria que Boris voltou a reincidir, depois de uma longa fase de “euroindecisión” em que tem estado a jogar duas bandas.

Seu inimigos políticos, incluindo o ex-primeiro-ministro John Major, que não perdoou seus ataques sistemáticos ao Tratado de Maastricht, via-se desde há muito tempo. Cameron chegou a acreditar que acabariam correndo na mesma itália, em vez de acabar a chicote limpo, como Ben-Hur e Masala. Sonia Purnell, que o viu sair de Bruxelas, com a cabeça baixa em 1994 (“o fim de uma era”), soube, no entanto, que acabaria voltando por seus foros e redoblando suas ambições.

Marina torceu o gesto, vê-se que então não o conhecia o suficiente. Mas a verdade é que eram velhos amigos de infância viajando de Boris, que nasceu em Nova York e estudou em Bruxelas (seu pai foi europarlamentario e, em seguida, trabalhou para a Comissão Europeia). Apesar de suas constantes críticas, Boris guarda certa nostalgia da capital belga, onde nasceu a Lara, sua primeira filha.

Mas parece que os britânicos em geral, e da Marinha em particular, perdoou suas infidelidades, que parecem coisa do passado. Desde sua eleição no Parlamento, em 2001, e o prefeito de Londres, em 2008, Boris parece blindado contra surpresas e contratempos. Seu maior sucesso foi justamente quando fez o ridículo, pendurado a mais de 20 metros em uma corda avariada, em plenos Jogos Olímpicos.

Joana

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