A Maior Revolução Já Conhecido

A Maior Revolução Já Conhecido

“Mova-se rápido e quebre coisas. Jonathan Taplin tem 70 anos e é um velho guerreiro. Em sua juventude, organizou concertos para Dylan e George Harrison e até produziu uma fita de Scorsese. Atualmente é professor de Comunicação na Universidade do Sul da Califórnia. No ano passado, ganhou eco depois de publicar um duríssimo ataque contra três colossos de internet, Google, Amazon e Facebook, acusando-o de minar a democracia e causar danos à cultura.

O título do ensaio parodiaba da citação mais conhecida de Zuckerberg, “Mova-se rápido e quebre coisas”. Embora sua tese tem certo tom conspirológico, merece ser escutada: “Originalmente, a internet foi concebida como um meio descentralizado. Mas, na década de noventa, Jeff Bezos, da Amazon; Larry Page, do Google, e Peter Thiel, inversor no Facebook, levaram ao mundo o seu ponto de vista libertário. Perceberam muito cedo que a internet podia ser um vencedor empresarial absoluto e se propuseram a disseminação dessa propriedade.

Só haveria necessidade para um grande portal de comércio eletrônico, a Amazon; um gigante social, Facebook, e um único motor de busca, o Google. Mas isso foi muito ruim para a cultura, os músicos, os artistas e a democracia”. Taplin poderia ter acrescentado à imprensa, a intimidade e a própria televisão generalista, prejudicada por Netflix e serviços on-line semelhantes. A nível fiscal, os titãs se servem de alambicadas placas cobertas que lhes permitem evitar de forma legal o pagamento de tributos para as fazendas nacionais. Não é nenhum segredo: “As empresas devem pagar os seus impostos, onde recebem seus benefícios, embora se chamem Amazon”, queixou-ministro espanhol Mariano Rajoy, no último Fórum ABC.

nesta sexta-feira, os primeiros-ministros da UE estudaram legislar a respeito. Dimas Gimeno, o presidente do El Corte Inglês, acaba de exigir também “regras homogêneas” para “poder competir em igualdade de condições com as multinacionais de comércio eletrônico. “O que não pode ser é que nós pagar impostos quando eles não pagam”.

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É uma acusação certa. Em 2016, Google, Amazon, Facebook e Apple só pago 20,3 milhões em Portugal por impostos, e isso, apesar de ter aumentado sua contribuição em relação a exercícios anteriores. No entanto, não há empresa espanhola da parte alta do Ibex que saia de números de três dígitos em tributos.

Jonathan Taplin concorda: “a Amazon nem sequer paga impostos para vender livros e isso foi expulso muitas livrarias independentes e outras empresas. O YouTube não respeita o copyright, tomam obras alheias sem pagar. O Google dispõe de 90% do mercado de buscas. A Amazon, de 70% das vendas de livros. Facebook e suas assinaturas Instagram e WhatsApp representam 75% do negócio das redes sociais”. Taplin vê como saída leis antimonopolísticas, que restituyan da concorrência, e também “uma regulação com limites morais”. Facebook é o maior editor mundial de conteúdos, mas Zuckerberg não se sente sujeito a leis em defesa da honra, que obrigam ao diretor de qualquer jornal do povo.

as redes sociais dessas multinacionais campan ainda impunes conteúdos de apologia do terrorismo, violentos, ou manipulados e abusivos para a infância, além das onipresentes “fake news”. As empresas mais ricas do mundo, não só esquivan as fazendas nacionais, mas também a regulamentação de trabalho. Calcula-Se que em Portugal há cem mil falsos autônomos trabalhando para essas multinacionais, empregados para que não se lhes reconhece relação de trabalho estável, que operam sob contratos de zero horas.

Ao contrário de qualquer pme, as líderes do pódio planetário estão isentos de pagar a segurança social dos seus trabalhadores. Os emolumentos são muito baixos e as condições de enorme exigência. A Amazon, em cujas lojas se controla até quanto tempo leva para os trabalhadores em ir ao banheiro, sofreu esta semana uma greve em Madrid por tais abusos.

Joana

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